Falésia do Roncador - Recreio dos Bandeirantes / RJ

Atualizado: 13 de Fev de 2019

Novo setor de escaladas em móvel no Recreio dos Bandeirantes / RJ, com vias curtas, porém muito interessantes, de fácil acesso e o melhor: com sombra na parte da tarde!

Pedro Bugim na conquista da "Ninho de Pedra" (VI), na Falésia do Roncador

Atualização! Novas vias conquistadas na Falésia do Roncador: Clicar aqui


Com o advento do calor exacerbado que assola o Rio de Janeiro neste verão (e em todos os outros, para ser justo), a programação para o final de semana ainda não estava nem de longe realizada. Eis que no "apagar das luzes" de quinta feira, após a reunião social do clube CERJ, meu amigo Julio Mello resolve comentar sobre uma pequena falésia no final do recreio dos Bandeirantes, com possibilidade de novas vias. Não demorou um minuto para estarmos com tudo acertado para que, no domingo seguinte, fôssemos juntos verificar.

João Pedro no rapel para acessar as bases da Falésia do Roncador

Um pequeno susto na sexta feira: formou-se um super temporal recheado de raios e que alagou várias partes da cidade. Por sorte, o sábado amanheceu com dia claro e sem sinais de chuva adiante. Neste mesmo sábado, Julio me escreve alterando o encontro para a parte da tarde, por volta das 14h... o que me fez ficar com o pé atrás.


Passei amanhã de domingo na tentativa de adiantar o encontro, que acabou sendo remanejado para perto do meio dia. Erro crasso meu! Por óbvio que o Julio sabia bem do que estava falando, pois a parede da falésia, voltada à face Leste, começava a receber sombra justamente por volta das 14h! Ou seja: nosso início de atividade foi sofrido, muito sofrido, com o sol mais violento do dia sobre nossas cabeças.

Julio Mello na conquista da "Pedra da Morte" (Vsup)

De todo modo, o acesso ao setor é bastante facilitado, haja vista a trilha possuir cerca de (apenas) 200 metros, sendo percorrida em menos de um minuto. Para tal, deve-se estacionar no Mirante do Roncador, um bonito mirante pouco após a praia do Recreio e antes da Prainha. A partir deste estacionamento, pega-se uma trilha bem definida, embora um pouco fechada pelo capim, descendo em direção ao mar. Conforme explicado, em pouco tempo chega-se às lajes de rocha.


Para a base da falésia, apelidada com o mesmo nome do mirante, pode-se contornar as lajes à pé pela direita, ou simplesmente realizar um curto rapel pela própria parede, utilizando as proteções de topo das vias ou generosas pontes de rocha (buracos naturais na rocha) equalizadas. Ressalta-se que a base é ampla e bastante cômoda, permitindo que se leve cadeira, guarda-sol e até mesmo isopores para manter as bebidas geladas!


Patricia Manzi escaladando a "Pedra Voadora" enquanto João Pedro e Laura aproveitam a estrutura "social" montada na base

A falésia em si não chama muito a atenção pelo tamanho, pois não passa dos 10 metros de altura. Entretanto, a quantidade de fendas, buracos e agarras é algo impressionante! Sua inclinação é levemente negativa e a rocha possui uma qualidade muito boa, apesar de algumas agarras ainda estarem duvidosas.


Começamos os "trabalhos" por volta das 13h, comigo na segurança da Laura e Julio, na segurança de sua namorada, Patricia. Enquanto conquistávamos, meu filho João Pedro fazia o trabalho de fotógrafo, registrando cada novo movimento efetuado.


Pedro Bugim e Julio Mello, nas primeiras conquistas do setor ("Ninho de Pedra" e "Pedra Voadora")

Em pouco tempo, já havíamos conquistado 4 bonitas vias, apesar de curtas. Todas com características comuns, como a leve negatividade, agarras abauladas e ótimas fendas para proteção. Foram elas:

  • Kmon no Buraco (IV)

  • Ninho de Pedra (VI)

  • Pedra da Morte (Vsup)

  • Pedra Voadora (V)

Pontes de rocha utilizadas para ancoragem, no topo da Falésia do Roncador

Todas com cerca de 8 metros, protegidas em friends diversos (a maioria das proteções, em fendas horizontais) e contando com parada dupla no topo, em chapas rapeláveis. A única via que não possui parada fixa no topo é a "Kmon no Buraco", na qual a parada é feita em uma ponte de rocha (que pode ser melhorada com friends pequenos). Elas podem também ser equipadas com top-rope, de cima, pois a trilha chega exatamente sobre as mesmas, permitindo um bom treino sem necessariamente precisar guiar em móvel.


A única dor que nos deu, foi ver a sombrinha avançando justamente na hora que precisamos retornar...


Fica então a dica para mais uma ótima opção de escalada curta, com fácil acesso e sombra à tarde, para nosso verão escaldante!




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© 2018 por PEDRO BUGIM

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