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Circuito de Verão de Escaladas - Zona Oeste

A orla entre o Recreio dos Bandeirantes e o final da praia de Grumari vem recebendo novos setores e dezenas de vias de escalada de qualidade, com acessos (em sua maioria) bem fáceis e criando opções bastante ecléticas e muito interessantes, para todos os gostos.

O grupo do carnaval, no cume do Pico do Muquém - Carvalhos / MG
Pedro Bugim guiando "A Criatura" (IXb), na Falésia do Pontal (Foto: Juliano Magalhães)

Em fevereiro de 2019, à convite do Julio Mello, fomos conquistar algumas (ótimas) vias em móvel, no setor batizado de "Falésia do Roncador", justamente por estar logo abaixo do mirante homônimo. Por lá, junto com outros amigos como o Velho, André Ilha e cia, abrimos onze vias em móvel de diferentes graduações, marcando o primeiro de diversos novos setores que surgiriam...


Alguns anos depois, em agosto de 2024, à convite (e em companhia) do querido amigo Tonico Magalhães, começamos uma frenética exploração por diversos possíveis setores a beira mar, dando o pontapé inicial para a criação de mais um abundante polo de escaladas no Rio de Janeiro.

Novos setores de escaladas no Recreio dos Bandeirantes

Acesso rápido:


O mais interessante foi criar um "itinerário" com mais de 50 vias, ao longo de quilômetros, iniciando na famosa Pedra do Pontal, seguindo toda a orla até o final da praia de Grumari, com escaladas diversificadas (seja na graduação, no estilo e no tipo de proteção), mas mantendo três características quase que constantes: o fácil acesso, a praticidade e a beleza cênica. Com isso, é possível realizar escaladas rápidas, grandes "invasões" ou até mesmo uma verdadeira "maratona" ao longo dos setores.


Para não tornar este artigo muito longo, não colocarei muitos detalhes sobre as conquistas em sí (exceto algum histórico ou fatos mais relevantes), mas sim, focarei nos setores, suas vias, acessos e particularidades. Também não serão abordados os setores mais antigos, como as vias do Morro da Boavista, o bloco no meio da Prainha e as duas vias do André Ilha no topo da Pedra do pontal, já existentes no Guia de Escaladas de Guaratiba. Este post também será atualizado a cada nova conquista realizada no local.


1 - Bloco do Canto de Grumari

A primeira via conquistada neste setor foi em 26 de dezembro de 2021, pelo Juliano Magalhães e seu pai, Tonico, sendo batizada de "Formigueiro Humano" (VIIa E1 - 20m), pela peculiaridade de ser uma área que, em finais de semana ensolarados, ficar completamente tomada pelos banhistas, dificultando (e até mesmo impedindo) o acesso às vias. Portanto, escolha um dia nublado e, de preferência, longe de feriados e finais de semana (rs...).


Este setor foi revisitado por mim e pelo próprio Tonico, no dia 13/08/2024, justamente em um dia de maré alta, com risco de chuva e que estava dedicado à conquista de outras vias na Pedra do Pontal, fato que não se concretizou pelas condições climáticas que nos impediram de realizar o "plano A". Neste dia, conquistamos as vias "Virada de Tempo" (IV E1 - 15m), a "Somos Playboy" (V E1 - 15m) e a "Brinquedo" (V E1 - 15m), ótimas vias em agarras e que permitem um bom treino. Curiosidade para o nome das duas últimas vias: Eram pichações na base de cada uma das linhas.


Ainda voltei em solitário no dia 5 de setembro do mesmo ano, para sacramentar o setor, com duas novas vias, fechando assim o setor caracterizado pelo acesso realmente simples (basta estacionar ao final da Praia de Grumari e andar 2 minutos pela areia até as bases) e pelas vias em agarras e chaminé.

Vias do Bloco do Canto de Grumari
Vias do Bloco do Canto de Grumari

2 - Mirante da Prainha

Um dos últimos setores a serem desenvolvidos, teve a sua primeira via conquistada no dia 21 de agosto de 2025, após uma abrangente varredura nas paredes à beira mar desta área. Trata-se da via "Trote da Neide" (IV E1 - 60m), localizada praticamente no centro da parede, sendo esta também a principal linha de acesso à base. Ocorre que o setor não possui acesso por baixo, devido ao complicado sistema de enormes blocos rochosos, seja vindo da Praia do Abricó, seja vindo da Prainha. Portanto, a única opção viável foi criar um acesso via rapel, através da primeira conquista no local.

Tonico Magalhães na confortável base das vias do Mirante da Prainha
Tonico Magalhães na confortável base das vias do Mirante da Prainha

Uma dica valiosa: caso não se sinta confortável em guiar (por conta do grau das vias), ou esteja com um clima chuvoso, mantenha uma corda fixada neste ponto, permitindo o escape seguro.


A segunda investida foi no dia 15 de outubro, quando conquistamos a SENSACIONAL "Poder Paralelo" (D1 3º IVsup E1 - 75m - Mista), que pega um diedro perfeito, todo protegido maravilhosamente por friends diversos, sendo talvez a grande estrela do setor. No mesmo dia, ainda conquistamos a bonita "Foco em You" (IVsup E1 - 60m), em aderência e pequenas agarras.

Tonico Magalhães no incrível diedro na "Poder Paralelo" (D1 3º IVsup E1 - 75m - Mista)
Tonico Magalhães no incrível diedro na "Poder Paralelo" (D1 3º IVsup E1 - 75m - Mista)

Nas duas investidas subsequentes, nos dias 18/10 e 27/11 de 2025, foram abertas mais quatro vias, totalizando sete linhas, sendo quatro totalmente em proteções fixas e três com proteções mistas, com destaque para a "A Marca do Gato" (D1 4º IV E2 - 70m - Mista, sendo praticamente a única "via de aventura" do setor, devido à maior exposição e lances mais "fora da caixa" e a "O Coco que Cai" (VI E1 - 65m), sendo a via mais delicada do setor e que recebeu este nome por conta de um coco deliberadamente atirado do topo da falésia, por algum transeunte que passava pela estrada, o qual se espatifou com enorme violência a menos de um metro do Tonico, que conquistava a primeira metade da via!


Em geral, as vias deste setor são muito bem protegidas por chapas PinGo em inox 304L, sendo que algumas possuem passadas em móvel. A maioria mescla agarras e aderência e possui uma particularidade: a metade inferior da via tende a ser mais fácil, contando com lances mais "apimentados" na metade superior. Todas estão equipadas com paradas duplas intermediárias, permitindo o rapel com uma única corda de 60m. A base é bastante ampla e comporta um enorme número de pessoas, sendo muito bem protegida, mesmo em dias de maré alta, apesar das ondas gerarem diversos sustos, em dias de mar revolto.


Para o acesso, deixar o carro no estacionamento à frente do restaurante do final da Prainha, caminhar pela estrada por cerca de 5 minutos até o mirante e pular a mureta para acessar a "trilha" que margeia a parede (por cima), até encontrar a óbvia parada dupla da "Trote da Neide".

Linha das vias do Mirante da Prainha
Linha das vias do Mirante da Prainha
Croqui das vias do Mirante da Prainha
Croqui das vias do Mirante da Prainha

3 - Falésia da Prainha

Falésia descoberta por acaso, em mais um dos dias destinados às conquistas no Pontal, frustradas pela maré alta, que impossibilita o acesso à "ilha" (dia 30 de abril de 2025). Com este fato, decidimos nos aventurar pelos pedregulhos à beira mar, deixando o carro no estacionamento à frente do restaurante do final da Prainha (mesmo local de estacionamento para quem vai ao Morro da Boa Vista ou às vias do Mirante da Prainha). Para nossa grata surpresa, encontramos uma bonita - embora curta - parede, com algumas possibilidades.

João Pedro Vergnano guiando a "Pastel de Queijo" (III E1 - 18m)
João Pedro Vergnano guiando a "Pastel de Queijo" (III E1 - 18m)

Assim surgiu a Falésia da Prainha, com as simpáticas vias "Casquinha de Siri" (V E1 - 30m) e a "Pastel de Queijo" (III E1 - 18m), conquistadas por mim, pelo Tonico e pelo meu filho João Pedro, que nos acompanhava. São vias predominantemente em agarras, protegidas por chapas PinGo inox 304L.


O acesso é extremamente rápido e simples, por uma picada de pescadores que sai da estrada principal em direção ao mar, cerca de 100 metros depois do estacionamento, à esquerda.

Linha das vias e croqui da Falésia da Prainha
Linha das vias e croqui da Falésia da Prainha

4 - Falésia do Roncador

Conforme dito no início do texto, foi o setor que originou a exploração de todos os outros, mostrando que ainda havia muita "lenha para queimar" nesta região. Neste mesmo blog existem dois ótimos artigos sobre as investidas realizadas, detalhando cada via e particularidade do setor. Mas vale à pena destacar o facílimo acesso, estacionando no Mirante do Roncador e pegando a trilha de pescadores, descendo em direção ao mar, com menos de 2 minutos de duração até o topo. O acesso às bases pode ser feito em trepa-pedra (descendo), ou, preferencialmente, por rapel de qualquer uma das vias. Vale ressaltar que em dias de mar revolto, não é recomendável acessar este setor.

Pedro Bugim na conquista da "Despacho Devolvido" (VI) - Falésia do Roncador
Pedro Bugim na conquista da "Despacho Devolvido" (VI) - Falésia do Roncador

São 11 vias totalmente em móvel, contando com parada fixa no topo. Com relação às proteções do topo, originalmente as vias possuíam parada dupla em chapas PinGo, que foram sumariamente roubadas algum tempo após a conquista, mas que foram prontamente trocadas por poderosos grampos em Inox 316L, químicos (colados), restaurando este bonito e interessante setor de escaladas móvel.


Vias da Falésia do Roncador - Face Nordeste
Vias da Falésia do Roncador - Face Nordeste

Vias da Falésia do Roncador - Face Sudoeste
Vias da Falésia do Roncador - Face Sudoeste

5 - Falésia Secreta

A Falésia Secreta, na verdade, se divide em quatro setores distintos: Setor 1, Setor 2, Setor Interno e Setor de Baixo (este último com apenas uma via antiga e desconhecida, portanto, não será abordado). O seu nome se dá à famosa Piscina do Secreto, imediatamente abaixo dos setores de escalada, o que permite um agradável banho de mar após as escaladas. Tudo isso a menos de 10 minutos de caminhada (extremamente fácil) do estacionamento, feito no Mirante do Roncador.

Setores da Falésia Secreta
Setores da Falésia Secreta

Setor 1 - Falésia Secreta

Trata-se do primeiro setor a ser explorado por mim, pelo Tonico e pelo meu filho João Pedro, em 17/11/2024, dia no qual conquistamos as primeiras 7 vias do local. A principal característica deste setor é o conforto que ele confere aos escaladores, seja pelo acesso bem rápido e fácil, seja pela ampla e confortável base, seja pelas vias curtas que permitem um bom treino, sem gastar muito tempo.


Após esta primeira investida, voltamos no dia 11 de janeiro de 2025, para complementar o setor com 3 novas linhas, consolidando assim o novo point. As vias são predominantemente em agarras e aderência, possuindo quase sempre um primeiro lance mais delicado, ficando mais fácil em sua metade superior. Além das vias da direita (todas em proteções fixas), há quatro vias na esquerda, em proteções móveis (sendo uma mista).

Vias do Setor 1 da Falésia Secreta
Vias do Setor 1 da Falésia Secreta

Setor 2 - Falésia Secreta

Para acessar este setor, deve-se pegar uma trilha à direita, bifurcando da trilha principal (que leva ao Setor 1), em direção a um costão que desce até uma caverninha. Contornar a caverninha pela esquerda, para dar de cara às vias desta área. Todas as vias foram conquistadas em uma única investida, no dia 25 de janeiro de 2025, contando comigo, meu filho João Pedro e o com grande Tonico.

Pedro Bugim na conquista da "Onda de Calor" (VI E1 - 13m) - Setor 2 - Falésia Secreta
Pedro Bugim na conquista da "Onda de Calor" (VI E1 - 13m) - Setor 2 - Falésia Secreta

Exceto pela via mais à esquerda ("Fissura Por Acaso"), bem fácil e feita em móvel, as vias deste setor são consideravelmente mais complexas que as do Setor 1, além de serem ligeiramente maiores, conferindo um bom treino. Da mesma forma, são vias com predominância em pequenas agarras e muita aderência. Destaque para a incrível "Onda de Calor" (VI E1 - 13m), que segue por uma aresta linda, finalizando em um lance levemente negativo com boas agarras.



Setor Interno - Falésia Secreta

Este setor fica imediatamente atrás do Setor 2, sendo necessário atravessar por baixo da caverninha, para chegar ao sistema de "corredores" no qual as vias se encontram. São quatro vias, conquistadas por mim e pelo Tonico no dia 11 de abril de 2025, sendo duas em proteções fixas e duas em proteções móveis, com destaque para a incrível "Scarface" (VI E1 - 10m - Móvel), iniciada em chaminé regular, até virar uma chaminé em tesoura e finalizar em um lance negativo em boas agarras, sempre com ótima proteção em friends médios e grandes. Outra boa pedida é a técnica "Pit Bull" (VIIb E1 - 12m), com lances em pequenas agarras e terreno bem vertical.



6 - Face Sudoeste do Pontal

Este setor é acessível pela fácil trilha de pescadores iniciada no costão frontal da Pedra do Pontal, sendo contornado pela direita (saindo da areia, pegando o costão e indo em direção ao enorme bloco dentro do mar). São menos de 10 minutos de trilha fácil, chegando aos costões traseiros do Pontal. O curioso é que, apesar de perto da praia e do tumulto que se forma em dias de sol, este setor remete à sensação de se estar escalando em uma área completamente remota e tranquila. Desnecessário dizer que a vista é exuberante!

Tonico Magalhães nos metros iniciais da "Travessia do Leme ao Pontal" (3º IV E1 D1 - 80m)
Tonico Magalhães nos metros iniciais da "Travessia do Leme ao Pontal" (3º IV E1 D1 - 80m)

Uma particularidade deste setor é a existência de uma via totalmente em horizontal, a "Travessia do Leme ao Pontal" (3º IV E1 D1 - 80m), que permite o acesso às demais vias do setor e funcionando também como "escape", podendo ser escalada tanto na ida (para a direita), quanto na volta (para a esquerda). Apesar de já estar bem definida, há a intenção de continuá-la para a direita, completando a travessia até o chamado "Buraco da Velha", permitindo o retorno pelo outro lado do morro.


Além desta via em horizontal, existem 5 vias que seguem desde próximo à linha do mar até a vegetação superior, possibilitando também o "escape" por caminhada, desde o topo. Todas as vias estão equipadas com chapas PinGo inox 304L, possuindo parada dupla no topo. Em geral, são vias de pequenas agarras, regletes e aderência, sempre muito bem protegidas. Todas as vias foram conquistadas em duas investidas, nos dias 7 de agosto e 20 de novembro de 2024. Destaque para a sensacional "Devagar Também é Pressa" (V E1 - 45m), feita em pequenas agarras, em terreno relativamente vertical e muito bem protegida.


Obviamente, estas vias só podem ser acessadas em dias nos quais a faixa de areia não foi tomada pelo mar, portanto, planeje sua atividade de acordo com a maré e com as condições do mar.

Croqui das vias, na face Sudoeste da Pedra do Pontal
Croqui das vias, na face Sudoeste da Pedra do Pontal

7 - Face Sul do Pontal

Este setor foi aberto em um dia no qual resolvemos explorar da face leste à face sul do Pontal (dia 28 de janeiro de 2025), pegando a trilha em direção oposta à utilizada para o Setor Sudoeste, desta vez, eu e Tonico estando em companhia do querido amigo Jeferson Costa.


Além de mapearmos diversas possibilidades, conseguimos conhecer o tal "Buraco da Velha" e ver as vias conquistadas no setor Sudoeste de uma outra perspectiva, encontramos esta pequena parede que nos atraiu para a abertura de duas novas vias, sendo predominantemente em pequenas agarras, tendo na "O Efeito da Moqueca" (VIIa E1 - 15m) um belo desafio técnico!

Jeferson Costa e Tonico Magalhães no "Lance do Cagão", na trilha de acesso à face leste e sul do Pontal
Jeferson Costa e Tonico Magalhães no "Lance do Cagão", na trilha de acesso à face leste e sul do Pontal

Não obstante, o dia foi repleto de momentos hilários e de alguns sustos, quando descobrimos que, para acessar esta parte, é necessário passar pelo "lance do cagão", um corrimão de cabo de aço, com algumas ripas de madeira, improvisados pelos corajosos pescadores. Apesar de muito fácil e curto, para quem não curte fortes emoções, recomendo fazer este trecho da "trilha" encordado.

Vias da Face Sul da Pedra do Pontal
Vias da Face Sul da Pedra do Pontal

8 - Cânion e Falésia do Pontal

Ambos os setores são acessados da mesma forma que a Face Sul, pegando a trilha normal de subida ao pico da Pedra do Pontal, bifurcando para a esquerda depois do costão inicial (depois da areia) e antes de começar a subir. Logo após passar o "Lance do Cagão", há um novo costão que desce por uma corda fixa, chegando à grande caverna, que deve ser contornada, voltando a subir, chegando então à base da Falésia do Pontal. Esta falésia é bem característica, por se tratar de uma parede negativa e intimidadora.

Tonico Magalhães no maravilhoso início da trilha de acesso às vias do Pontal
Tonico Magalhães no maravilhoso início da trilha de acesso às vias do Pontal

Desde a base da Falésia do Pontal, é possível avistar a parede do Cânion do Pontal logo à frente. Para acessá-la, basta seguir pela trilha, costeando a falésia, subindo um pequeno trepa pedras com um cabo de aço e contornar o costão para a esquerda.


A Falésia do Pontal se destaca pela dificuldade técnica das suas vias. Já existia uma via anterior, em grampos de aço carbono (que aparentam estar em condições duvidosas), a qual poderia ser feita manutenção (caso encontremos os conquistadores). As duas vias conquistadas recentemente (nos dias 23 e 26 de dezembro de 2025) ficam à esquerda desta linha existente, protegidas com chapas PinGo em aço inox 304L, sempre com paradas duplas no topo.


Juliano Magalhães na temerosa "Turma do Lub" (IX?) - Falésia do Pontal
Juliano Magalhães na temerosa "Turma do Lub" (IX?) - Falésia do Pontal

A grande "estrela" destas conquistas foi o Juliano, filho do Tonico, que brilhantemente foi trabalhando os lances, limpando as agarras e montando a proteção. Ainda me arvorei a guiar a "A Criatura" (IXb), conseguindo encaixar boa parte dos lances, além de ter subido a metade inferior na primeira tentativa de forma limpa, mas confesso que seria necessário um pouco (muito) mais de "malhação" na via, além de um dia sem o calor absurdo que fazia, para tentar encadenar. rs.... Durante a escalada eu só conseguia pensar na cerveja gelada do pós conquista!


A "Turma do Lub" foi bem mais complexa.... mas no final, não foi possível juntar todos os movimentos de forma limpa. Então, ainda será uma a ser trabalhada, para dar a graduação real dela.


Linha das vias na Falésia do Pontal
Linha das vias na Falésia do Pontal

Já as vias do Cânion do Pontal, diferente da Falésia, possuem graduação mais amena, tendo inclusive uma via espetacular, apesar de fácil - a "Estreito de Magalhães" (IIIsup E1 - 35m), que, igualmente às vias da direita, segue por maravilhosos buracos e cristais.

Tonico Magalhães no final da "Apagão" - Cânion do Pontal
Tonico Magalhães no final da "Apagão" - Cânion do Pontal

O acesso à base destas vias pode ser feito em um costão, em horizontal, mas confesso que a melhor forma de chegar à parada dupla da base (de todas as 3 vias) é via rapel. Uma corda única de 60m atinge exatamente esta parada de baixo, saindo da parada dupla de cima.


Linha das vias do Cânion do Pontal
Linha das vias do Cânion do Pontal
Croqui das vias do Cânion do Pontal
Croqui das vias do Cânion do Pontal

Por fim, fica aqui a minha enorme gratidão ao Tonico, parceiro incansável de conquistas e de muitas aventuras divertidíssimas, agradecimento este estendido a todos que de alguma forma participaram e colaboraram com estas conquistas. Boas escaladas a todos!!!


1 comentário


naoinformo
há 5 dias

Cabe mencionar a quantidade de sujeira para acessar as vias de dentro (1 ao 3) do "Bloco do Canto de Grumari" e na própria base das vias do "Setor Interno" da "Falésia Secreta". É rato e pombo mortos, camisinha usada, fezes, urina.


E no setor "Mirante da Prainha", o quão desagradável é ver os pederastas homossexuais da praia de abricó realizando sexo oral e anal à luz do dia, e sua plateia, nas pedras desta praia.

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